Muitas pessoas não sabem, mas todos nós temos hemorroidas. Elas são, na verdade, um conjunto normal de veias e vasos sanguíneos localizados na região do canal anal e do reto, que ajudam no controle das fezes. O problema surge quando essas veias inflamam, incham e dilatam, causando o que chamamos clinicamente de Doença Hemorroidária.
A doença ocorre quando há um aumento da pressão nessas veias (como nas varizes), fazendo com que elas se estiquem e percam sua sustentação natural. Dependendo de onde se formam, podem ser internas (dentro do reto) ou externas (na borda do ânus). Os sinais de alerta mais comuns que o paciente costuma notar incluem:
Sangramento vermelho vivo, geralmente notado no papel higiênico ou no vaso sanitário após evacuar;
Dor, ardência ou desconforto na região anal;
Coceira (prurido) persistente;
Sensação de inchaço ou a percepção de um “caroço” (nódulo) na borda do ânus.
Se você está passando por isso, saiba que não está sozinho. A doença hemorroidária é extremamente comum e afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Ela pode surgir em qualquer idade, mas é mais frequente em adultos entre 45 e 65 anos, afetando tanto homens quanto mulheres. Mulheres grávidas também têm uma grande predisposição a desenvolver o quadro, devido ao peso do bebê e às alterações hormonais que afetam a circulação e o intestino.
A principal causa da doença hemorroidária é o esforço excessivo na região pélvica. Fatores como intestino preso (constipação crônica), esforço intenso para evacuar, obesidade, sedentarismo e o hábito de passar muito tempo sentado no vaso sanitário (muitas vezes usando o celular) aumentam significativamente o risco. A boa notícia é que pequenas mudanças na rotina são excelentes fatores de proteção. Para evitar o problema, você deve:
Aumentar o consumo de fibras: Coma mais frutas, verduras, legumes e grãos integrais.
Beber muita água: A hidratação é o segredo para manter as fezes macias e fáceis de eliminar.
Não adiar a ida ao banheiro: Respeite a vontade do seu corpo; segurar as fezes resseca o bolo fecal.
Mudar o hábito no banheiro: Evite ficar sentado no vaso sanitário por longos períodos.
O tratamento varia de acordo com o grau da doença e o incômodo do paciente. Nas fases iniciais, medidas clínicas como ajustes na dieta, banhos de assento e o uso de pomadas específicas costumam aliviar os sintomas. Porém, quando a doença está mais avançada ou não melhora com medicamentos, a intervenção médica é necessária.
Hoje, a medicina evoluiu muito. Como coloproctologista, priorizo técnicas modernas e minimamente invasivas. Sempre que indicado, faço uso de tecnologias avançadas: cirurgia a laser (Laser de CO2 e Laser de diodo), que oferecem um tratamento altamente eficaz, com muito menos dor após a cirurgia, recuperação mais rápida e um retorno seguro à sua rotina, evitando intervenções agressivas desnecessárias.
Não deixe que o medo ou a vergonha atrapalhem a sua qualidade de vida. A doença hemorroidária tem tratamento e você não precisa conviver com a dor e o desconforto em silêncio.
Se você identificou algum desses sintomas, o primeiro passo para a cura é uma avaliação médica especializada, acolhedora e sem julgamentos. Agende sua consulta e vamos, juntos, encontrar a melhor solução para a sua saúde e bem-estar.












